Esta raríssima obra do jurista e parlamentar maranhense Cândido Mendes de Almeida, publicada em 1852, somente agora ganha sua segunda edição, graças a projeto da Academia Imperatrizense de Letras patrocinado pelo Programa BNB de Cultura 2007, do Banco do Nordeste, é um dos mais importantes documentos da historiografia sul-maranhense. Ela reúne um conjunto de documentos hoje também raros sobre o início da colonização sertaneja do sul do Maranhão e dos sertões de Goiás, nos períodos colonial e imperial brasileiro, buscando comprovar o direito da Província do Maranhão ao então chamado Território da Carolina, do lado direito do rio Tocantins, entre os rios Manoel Alves Grande e Araguaia, em litígio com a Província de Goiás desde 1815.
A obra divide-se em duas partes: a primeira, com 100 páginas, traz os argumentos do autor sobre o direito do Maranhão ao Território da Carolina, onde evoca documentos oficiais da Coroa Portuguesa, antigos escritos de viajantes, cronistas e historiadores; a segunda parte, com pouco mais de 300 páginas, reúne a transcrição dos documentos reunidos pelo autor para comprovar a autenticidade de sua defesa. Esta seção documental mantém a grafia da primeira edição.
A Carolina ou a definitiva fixação de limites entre as províncias de Maranhão e de Goiás, obra até então praticamente inacessível mesmo aos pesquisadores mais dedicados à história do Maranhão, vem preencher uma lacuna historiográfica regional e, certamente, muito passará a contribuir com as pesquisas históricas sobre o Maranhão e o Goiás.
426 páginas
